Se tem uma coisa que ultimamente tem me chateado muito são as figurinhas que se acham gênios das mídias sociais, que, após alguns dias cadastrados em um Twitter, Orkut ou Facebook quaisquer, já se acham e se colocam na condição de mega-especialistas neste metiê, com apontamentos e opiniões absolutas e extremistas sobre o cenário digital e como aplicá-lo ao ambiente corporativo.
Atualmente tenho como uma de minhas atribuições gerenciar as mídias sociais e diversas ações digitais de uma grande faculdade da Baixada Santista. É algo que me dá prazer, por ser partidário e aficionado ao mundo digital, mas que também dá bastante trabalho, por envolver muito estudo, análise, apuração e atualização constante.
Diferente do que muitas pessoas acreditam, não se trata de uma brincadeira, de um passatempo. Envolve iniciativas apoiadas em planejamento (lê-se estratégias a serem usadas), conteúdo (o que será divulgado e para quem) e ferramentas (quais os instrumentos serão usados para dar suporte às ações, como no monitoramento).
Com isso, vale a máxima de que para ter atuação nas mídias sociais é precisar saber estas nelas. É muito fácil ver situações em que profissionais de algumas empresas, levados por todo este modismo, não fazem a devida avaliação para saber se terão maturidade para lidar com as inúmeras situações que podem ocorrer dentro das mídias sociais. Alguns, por exemplo, no primeiro sinal de uma crítica mais forte, tomam atitudes pautadas pelo lado emocional e o resultado são interações polêmicas e que podem denegrir a imagem da empresa.
E tem também aqueles que não podem ver uma capa de revista citando uma ou outra mídia social para achar que necessitam seguir a onda, mesmo que nem saibam como surfá-la.
Antes de tomar uma decisão final se é interessante ou não ir atrás desta tendência, aconselho levar em conta algumas dicas básicas. Portanto, nem pense em colocar uma empresa nas mídias sociais se...
> apenas quer utilizar porque as concorrentes estão nesta;
> não tem entendimento das dinâmicas e formas de uso das mídias sociais;
> será somente fogo de palha, vontade passageira;
> só pensa em vender, propagandear;
> acha que tudo é um mero jogo de rankings;
> acredita que o uso da ferramenta já é uma estratégia;
> falar de forma aberta é um grande problema;
> não há inteligência emocional;
> não há cultura social;
> vai levar tudo para o “lado pessoal” e não tem senso de humor.
Lembremos que apesar do investimento técnico baixo e pelas várias ferramentas e aplicativos gratuitos para gerenciar e utilizas as principais mídias sociais, o caminho para uma atuação segura, ativa e exitosa é bem traiçoeiro, demandando muita atenção com o planejamento.

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